Património

Cruzeiro

Datado de 1638, com reforma de 1882 e reconstruído em 1990. Na sua base está a legenda “Louvado seja o S. Sacramento do Altar. Francisco Ribeiro do Canto o mandou fazer anno 1638”. Até 1882, esteve implantado a norte da antiga igreja de S. Brás. Nesse ano foi reformado e transferido para o local onde hoje se encontra. Em 1989, após ter sido derrubado por um veículo, foi reconstruído.


Casa de Portela

Data do século XVII e seu Morgadio foi constituído em 1691, no reinado de D. Pedro II a pedido de João Ribeiro Fernandes e Dona Cecília Cardoso de Menezes Barreto. A casa solarenga foi convertida recentemente num espaço para eventos. É uma construção solarenga em granito, rodeada de jardins e arvoredo, que é actualmente utilizada para eventos sociais como festas, casamentos, congressos, exposições e concertos.


Casa do Fundo de Vila

Está localizada na zona do Paraíso, outrora freguesia independente de Selho S. Jorge. Está datada de 1741 e teve obras profundas de remodelação há alguns anos, mantendo, contudo a traça original.


Igreja de S. Miguel do Paraíso

Desconhece-se data de construção. A fundação da paróquia, então designada por S. Miguel de Negrelos, verificou-se em 870 e em 876 o bispo do Porto procedeu à sagração da respectiva igreja, dedicando-a a S. Miguel Arcanjo.


Capela de S. Brás

Construída em meados do século XVIII, era a antiga igreja paroquial. Trata-se de uma estrutura simples, de razoáveis dimensões e austera traça, flanqueada por uma torre sineira em posição bastante recuada em relação à frontaria e adossada ao alçado lateral meridional. Aqui se realiza, todos os anos a ancestral romaria de S. Brás, que atrai milhares de forasteiros a Pevidém.


Escola Primária do Bairro

Edificada no centro da Vila, em terrenos doados pelo benemérito Francisco Inácio da Cunha Guimarães. O edifício escolar foi concluído em 1933 e inaugurado em 25/11/1934. A escola, com a última designação EB1 de Pevidém, manteve-se em funcionamento até ao final do ano-lectivo 2009/2010, a partir do qual foi desactivada e a população escolar foi deslocada para o novo Centro Escolar de Pevidém.


Coreto

Foi construído em 1936, no antigo recinto da Feira, actual Praça Francisco Inácio. Uma Comissão de Pessoas, liderada pelo então Secretário da Junta, Albano Martins Coelho Lima, realizou uma subscrição cujo produto foi entregue à Autarquia Local, para levar a efeito a construção de um coreto destinado à exibição da Banda de Música.


Igreja Matriz de S. Jorge

Foi inaugurada em 14/07/1951. É um templo amplo, edificado segundo uma harmoniosa traça de sabor neogótico revivalista. O imóvel surge flanqueado por altiva torre de equilibrada traça, ostentando os seus possantes cunhais de cantaria, de regularizado aparelho em fiadas de blocos alternando de testa e peito. Na frontaria abre-se o amplo portal de arcatura quebrada, composto por enormes e perfeitas aduelas (a de fecho ligeiramente sobressaliente), surgindo este enquadrado lateralmente por um par de tríplices e alongadas frestas. Nos alçados laterais destaca-se a justaposição de dois diferentes corpos, o de nível superior deixando ver uma série de contrafortes alternando com as altas janelas de sabor neo-medieval.


Busto de Francisco Inácio

Em 18/07/1993 foi colocado no centro de Pevidém, junto ao edifício dos Correios, o busto de Francisco Inácio da Cunha Guimarães. Deste modo, fez-se jus à memória do grande benemérito de Pevidém, de que se salienta a doação à Freguesia dos terrenos do campo da Feira, a cuja praça foi dado o seu nome em cerimónia ocorrida em 01/04/1942, bem como dos terrenos da escola primária e do edifício dos CTT. Foi também figura ímpar no caminho do florescimento industrial de Pevidém e de desenvolvimento do sector têxtil, iniciado com a Fábrica do Moinho do Buraco, em finais do século XIX. Nascido a 1 de Abril de 1864 veio a falecer em 1 de Fevereiro de 1947, após se ter tornado uma das figuras mais representativas das actividades fabris vimaranenses, o que lhe valeu ser agraciado pelo Governo da Nação com a comenda de Mérito Industrial.


Edifício/Sede da Junta

Foi inaugurado, oficialmente, em 10/06/1993, mas as instalações já funcionavam desde o ano de 1986. No edifício funcionam os Serviços Administrativos da Junta, o Posto Público de Internet, Gabinetes de Apoio Social e Psicológico e o Gabinete de Inserção Profissional.


Oratório de Santo António

Foi construído junto à estrada nacional, de ligação a Guimarães, no Lugar de Pevidém. Na Casa do Pevidém, freguesia de Selho S. Jorge, existe um pequeno oratório dedicado a Santo António. Este oratório pertence ao Sr. Manuel de Araújo Salgado, proprietário da casa a que ele está encostado e, segundo a tradição, foi fundado por um seu antecessor, agradecido ao Santo por o haver salvo da morte vil e infamante, a forca. Conta-se que um vizinho do mesmo ofício, invejoso da fortuna que sorria àquele, acusou-o de haver assassinado um velho almocreve galego que, nas suas periódicas deslocações para estas bandas, costumava ser acolhido pelo casal Araújo Salgado, mas esteve bastante tempo sem por cá aparecer. Envolvido injustamente nas malhas da justiça, o dono do Casal do Pevidém esteve preso durante dois anos a aguardar o julgamento que o havia de condenar à morte. Após a leitura do veredicto, Araújo Salgado vendo que não confiavam na sua honesta palavra, movido de uma fé inabalável, intercedeu junto de Santo António para que o ajudasse a provar a sua inocência, prometendo construir um pequeno santuário. O presumido morto aparece novamente na aldeia depois de dois anos de ausência e afirma que um movimento interior o forçara a voltar a Portugal. O preso é solto e reabilitado e, tendo este facto como fruto do valimento do Santo, cumpre o voto erguendo o oratório e mandando que os seus sucessores o conservassem, sustentassem, venerassem e perpetuassem.

Quando em 1890 se começou a construir a principal estrada de Pevidém, o oratório foi retirado da frente do Casal do Pevidém e reconstruído no frontispício da moradia. Em 2004, a Casa do Pevidém foi demolida para edificar um novo prédio e o oratório foi temporariamente retirado para ser restaurado, atendendo ao estado de deterioração de algumas peças, designadamente madeiras. Em 26 de Maio de 2007, foi inaugurado o novo oratório, em local de maior visibilidade e integrado no espaço envolvente do novo Edifício de Santo António.